às vezes encaro o papel como quem quer pegar um instrumento com aquela vontade de chorar quietinho de rasgar o coração de assobiar de solar cantar as velhas canções que dizem tudo e mais alguma coisa daquilo que vai e que me machuca dentro
mas não sei tocar só sei ouvir e sentir ai de mim
mesmo assim, pego a caneta salpico o papel e ao invés de um belo poema feito para a minha alma faço um poema viciado que de mim saiu e só a mim retornará sem outro caminho possível a não ser a lata de lixo