Ao Relento

nos anos ímpares
a cada dez
pouco antes do fim do verão
o sol se esconde
um tempo inteiro
matando a vida
deixando a sede
demarcando a sua ausência

nos anos pares
a cada tanto
no início da primavera
o sol nasce à meia-noite
trazendo luz, calor
uma chuva fina e cálida
que rega meu corpo
na relva
a esperar